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  • Falta de fiscalização é causa do abandono da BR-319 para presidente da Fecomércio-RO
Falta de fiscalização é causa do abandono da BR-319 para presidente da Fecomércio-RO
  • Fonte: Redação com informações da Assessoria
  • Publicada em 17/07/2017 às 15:41
Veículos acima de 23 toneladas causam da destruição da Rodovia que atravessa a Selva Amazônica.

Após o retorno da viagem de mais de mil quilômetros de Porto Velho a Manaus (AM), membros da caravana formada pelo Sindicato das Empresas de Rádio e Televisão (Sertero), junto com o presidente da Fecomércio (RO) Raniery Coelho foi enfático ao afirmar que a questão da BR-319 não passa apenas pela questão político-jurídica, mas também pela falta de fiscalização.

“Todo o material que foi produzido pela Caravana dos Jornalistas mostra que a BR-319 está trafegável, apesar de possuir inúmeros pontos críticos”, disse Raniery. “O problema é que a BR foi projetada para o trânsito de veículos com carga de até 23 toneladas e foi possível ver inúmeras carretas bitrem com capacidade bem acima da permitida transitando pela rodovia, causando a depreciação do pouco que restou”, completou o presidente. 

Segundo Raniery, esses veículos pesados não poderiam circular e ele crê que se tivesse fiscalização dos órgãos responsáveis poderia pelo menos amenizar a situação. “Enquanto as autoridades tentam desembaraçar a questão judicial, a estrada vem recebendo melhorias, mas se não houver fiscalização ou o controle do tráfego de veículos pesados, a rodovia vai permanecer do mesmo estado”, comentou Raniey. 

Destruição

Raniery Coelho ao lado de jornalistas e de diretores da Rede Amazônica, no Studio 5 em Manaus, esteve presente na palestra sobre a BR-319, proferida pelo Tenente-Coronel da reserva, engenheiro Lauro Pastor, que fez denunciou o abandono da rodovia. Para o militar a estrada ‘foi assassinada’.

“Houve uma empresa contratada para conservação, mas a estrada foi destruída propositalmente, cortes cirúrgicos e foram feitos sem finalidade alguma, a não ser destruir a estrada”, contou. Lauro conhece bem a região e trabalhou na estrada em 1976 e também alertou sobre a necessidade do controle de veículos pesados na rodovia. 

Efeitos

Na caravana dos jornalistas, foi possível acompanhar e registrar os trechos críticos e os restantes conservados da BR-319. A devastação é base para as denúncias que servem para embargar as obras que visam a recuperação, e para este caso foi apresentado o motivo dessas extrações. “Toda a mata das margens da estrada possui duas causas: o avanço da floresta sobre o traçado original da rodovia, e a utilização de madeiras para a própria reconstrução e manutenção das pontes”, informou o presidente da Associação dos Amigos e Defensores da BR-319, André Marsílio, que participou da caravana dos jornalistas. 

  • Atualizada em 17/07/2017 às 17:55:42