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  • GESTÃO PÚBLICA- A SALVAÇÃO DO BRASIL- LEALDADE
GESTÃO PÚBLICA- A SALVAÇÃO DO BRASIL- LEALDADE
  • Fonte: George Braga, ex- Secretário de Planejamento do Estado de Rondônia, Analista Judiciário do TRT 14 Região.
  • Publicada em 05/06/2018 às 15:25
Vês! Ninguém assistiu ao formidável Enterro de tua última quimera. Somente a Ingratidão – esta pantera – Foi tua companheira inseparável! (Versos Íntimos, Augusto dos Anjos- 1912)

GESTÃO PÚBLICA- A SALVAÇÃO DO BRASIL- LEALDADE

Vês! Ninguém assistiu ao formidável
Enterro de tua última quimera.
Somente a Ingratidão – esta pantera – 
Foi tua companheira inseparável! 

(Versos Íntimos, Augusto dos Anjos- 1912)

A lealdade difere da fidelidade, enquanto o primeiro se reporta aos amigos, de forma geral, o segundo destina-se aos amantes, dizem alguns. Pela etimologia, lealdade significa: “Esta palavra tem origem no termo legalis, que em latim remete para o conceito de lei. Inicialmente esta palavra designava alguém em quem era possível confiar e que cumpria as suas obrigações legais, ou seja, alguém que não falha com os seus compromissos, demonstrando responsabilidade, honestidade, retidão, honra e decência.”

Ainda na distinção de lealdade e fidelidade, uma está contida na outra, assim como numa expressão matemática. A fidelidade faz parte da lealdade, bem como cumpre as tradições. A lealdade, dizem alguns, é a maturidade emocional e é também uma questão moral.

Assim, as empresas modernas estão procurando outras virtudes nos profissionais, pois além de ser bom técnico, inteligente, capaz, ter resiliência e trabalhar em equipe, precisa acima de tudo, ter lealdade à instituição e às pessoas.

Algumas empresas e cargos públicos exigem uma “quarentena” após a saída do profissional, pois o conhecimento adquirido no exercício de seu mister, pode deixar em palpos de aranha a empresa. Durante as entrevistas para cargos superiores, também existem perguntas e métodos que nos levam a crer na captura dos melhores profissionais.

Nos Estados Unidos, não vai tão longe, no começo do milênio (2002), com o advento da Lei Sox, oriunda dos Senadores Sarbanes e Oxley, foi feita a Lei por conta das fraudes e escândalos contábeis em grandes empresas como: Enron, Xerox, Worldcom etc…, considerada a maior reforma do mercado de capitais desde o Crash da Bolsa de Valores em 1929.

A intenção da Lei SOX é evitar a fuga de investidores pela falta de confiança e insegurança nos dados. As penas vão de 5 a 20 anos de reclusão e de 1 milhão de dólares a 5 milhões, dependendo da atuação de cada um.

Dessa forma, percebemos que a lealdade, gratidão, respeito, igualdade, prestação de contas e outros valores são cada vez mais exigidos para o exercício de altos cargos. E estão todos embricados. Separados, mas juntos.

A Governança Corporativa também se aplica em pequenas empresas, Fairness (equidade), Disclousure (divulgação), Acountability (prestação de contas) e Compliance (regras e normas da empresa), regras que em outros nomes também são aplicados na Administração Pública.

Por fim, esses sentimentos ou regras devem estar presentes em qualquer que seja a Administração. Faça! Apenas faça e faça correto, arregimente um exército, treine-os, dê sentimentos de equipe, resiliência e as coisas vão acontecendo.

* George Braga, ex- Secretário de Planejamento do Estado de Rondônia, Analista Judiciário do TRT 14 Região.

  • Atualizada em 05/06/2018 às 15:25:48