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O Maestro com uma causa social com a música e a igreja
É músico militar e voluntariamente realiza uma ação social junto a Fundad (Fundação de Serviços da Assembleia de Deus) e é maestro da Orquestra Harmonia Celeste

Mário Sidney, 39 anos, tem nível superior em administração, é técnico em música pela escola especialista da aeronáutica, profissionalmente é músico militar e voluntariamente realiza uma ação social junto a Fundad (Fundação de Serviços da Assembleia de Deus) onde tem uma escola de música sem fins lucrativos. Hoje é maestro da Orquestra Harmonia Celeste, que foi criada em 2011, e cuida com esmero de uma apresentação que será realizada no Palácio das Artes, no dia 29 de julho: “Vitorino Silva in Concert”, com um dos mais renomados cantores gospel do Brasil.

Venha conhecer um pouco mais do maestro Mário Sidney, a orquestra que rege, a escola de música, o trabalho social e o espetáculo nessa entrevista. Curta e se emocione.

O RONDONIENSE – Hoje você dá aulas e administra uma escola de música com um cunho social importante, foi dela que saiu a orquestra?

MÁRIO SIDNEY - Como eu sou técnico em música formado pela escola especializada da aeronáutica, sou voluntário e me vejo em uma missão social, onde junto com a Fundad (Fundação de Serviços da Assembleia de Deus) temos uma escola de música sem fins lucrativos, com acesso à todo a sociedade, voltada prioritariamente, mas não especificamente para crianças e adolescentes e dessa escola de música nós temos o resultado da formação de uma orquestra que iniciou os trabalhos em 2011 e em levar em eventos culturais nessa área de orquestras e coros.

O RONDONIENSE – Como é dividida hoje a orquestra e a escola de música?

MÁRIO SIDNEY - Hoje a orquestra é composta por 70 músicos divididos em seus respectivos naipes. A nossa escola de música tem hoje matriculados 56 crianças e 38 adultos. Temos um corpo docente de 9 professores e uma pedagoga na coordenação pedagógica.

O RONDONIENSE – Com as atividades da orquestra iniciadas em 2011 as apresentações tem sido uma vez por anos ou são feitas outras apresentações?

MÁRIO SIDNEY – Nós temos tentados nos inserir num calendário do município sempre trazendo uma programação anual, uma vez ou outra mais de uma. Como esse ano que temos programado duas apresentações. Mas o que é certo é que é uma por ano. Geralmente acontece no meio do ano, nas férias escolares. Como lidamos muito com jovens, adolescentes, e aproveitamos esse período para ensaiar mais e fazermos no final do mês a apresentação.

O RONDONIENSE – Como é a base do repertório, quem escolhe é você junto com os alunos  e músicos?

MÁRIO SIDNEY – Me tenho como maestro e eu tenho mais quatro maestros auxiliares, que são pessoas que me auxiliam e que juntamente comigo discutimos sobre o repertório e as propostas de eventos.

O RONDONIENSE – Basicamente vocês utilizam música clássica, popular ou faz um mix para fazer o repertório?

MÁRIO SIDNEY -  Hoje estamos mais focados na música mais erudita, não voltada ao popular, por considerar que na música popular já tem muitos grupos que trabalha em cima disso. A Fundad como mantenedora ela tem uma igreja nós procuramos um repertório que leve paz, que traga para as pessoas algum tipo de sentimento de amor ao próximo, carinhos e fraternidade. Ele não é 100% gospel, porque gospel é um termo muito moderno e nós vamos pegar repertório muito mais antigo, músicas que são composições de 1400. A música clássica mesmo, já tocamos Bach, Chopin ainda não. Já fizemos repertório com músicas só de Vivaldi. Músicas mais antigas que esses compositores escreviam também para as igrejas. É uma música que vai mexer com você e não vai fazer nenhuma menção as coisas modernas, mas sim as coisas espirituais.

O RONDONIENSE – Nas apresentações, quando vocês já tem o repertório selecionado são quantos ensaios que fazem para estar muito bem preparados?

MÁRIO SIDNEY – Normalmente iniciamos os ensaios em março, com dois ensaios semanas, e temos os ensaios de naipes, cada naipe – entenda como instrumentos de sopro, cordas, percussão – é ensaiado isoladamente e um ensaio geral quando juntamos todos os músicos. E no mês de apresentação, intensificamos com quatro ensaios gerais.

O RONDONIENSE – E dura quanto tempo a apresentação da orquestra?

MÁRIO SIDNEY – Temos trabalhado em cima de alguns estudos que diz que uma hora e vinte as pessoas ficam cansados, independente do repertório, fica enfadonho. Então o nosso pensamento é em torno de uma hora ou uma hora e quinze, nunca menos do que 55 minutos e nunca mais do que uma hora e vinte. É nessa média para que de fato valorize aquela pessoa que saiu de casa e que com 55 minutos de música já vai embora, mas também que não se alongue demais e fique enfadonho, pois ela retorna para casa com aquele sentimento de “quero mais”.

O RONDONIENSE – Sobre a apresentação no dia 29 de julho fale mais a respeito de como será esse espetáculo.

MÁRIO SIDNEY – Será no dia 29 de julho, às 19h, no Palácio das Artes, e o evento é gratuito e tem a parceria com duas instituições, o Centro de Recuperação Refúgio Canaã, e a outra é a Ulbaa (União Beneficente Ação do Amor). Nessa ocasião recolheremos um quilo de alimento não perecível para cada ingresso e que serão destinadas a essas entidades. O evento se intitulará “Vitorino Silva in Concert”, com 100% de músicas do repertório dele. É um pastor do Rio de  Janeiro, muito famoso, que canta músicas gospel há muito tempo. E os ingressos serão distribuídos no dia da apresentação em dois momentos, a metade as 09h da manhã, e a outra metade às 17h30.

  • Atualizada em 14/07/2017 às 19:54:30