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  • Pagar dívidas: Estudo diz que este foi o destino de mais de 30% do FGTS inativo
Pagar dívidas: Estudo diz que este foi o destino de mais de 30% do FGTS inativo
  • Fonte: O Rondoniense com informações da Agência Brasil
  • Publicada em 17/07/2017 às 18:34
Para os portovelhenses o estudo confirma que o pagar as contas foi a prioridade com a vinda do recurso, que equilibrou o orçamento de diversas famílias

No último dia 8 (Sábado) iniciou o pagamento das pessoas nascidas em dezembro, das contas inativas do Fundo de Garantia por Tem pode Serviço (FGTS). As agências quatro agências da Caixa Econômica Federal de Porto Velho (Nações Unidas – Carlos Gomes – Jatuarana - Alexandre Guimarães) que abriram para o plantão tiveram movimento moderado e o atendimento iniciado às 9 horas da manhã foi considerado rápido pelos usuários. Com o passar de uma semana o comércio sentiu a injeção deste dinheiro que circulou na capital de Rondônia, igual ao estudo divulgado hoje (17), confirmando que a maioria dos beneficiados foram quitar dívidas.

O destino dos pagamentos em sua maioria foi para o equilíbrio das contas da população. Segundo o vendedor Carlos Almeida de Porto Velho, o dinheiro veio em boa hora. “Pagar as contas e iniciar uma pequena reforma em casa”, disse. Para a auxiliar de escritório Wanda Dias o pagamento de pequenas contas aliviará o orçamento da casa. “É um alívio e agora posso planejar sem dívidas o que fazer no final do ano, quem sabe uma viagem”, comentou.

Tem direito a fazer os saques das contas inativas o trabalhador que pediu demissão ou foi demitido por justa causa até 31 de dezembro de 2015. O trabalhador não pode sacar o FGTS de uma conta ativa, ou seja, que ainda receba depósitos pelo empregador atual. Valores até R$ 1,5 mil podem ser sacados no autoatendimento. Para valores até R$ 3 mil, o saque pode ser realizado com o cartão do cidadão e senha no autoatendimento, lotéricas e correspondentes Caixa. Acima de R$ 3 mil, os saques devem ser feitos nas agências.

Estudo

Tendo por base levantamentos feitos por associações e confederações ligadas ao comércio e serviços, bem como por órgãos e autarquias como Banco Central e Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE), o Ministério do Planejamento divulgou hoje (17) um estudo que tenta identificar efeitos causados pela liberação de recursos das contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) na economia. De acordo com o estudo, boa parte desses recursos (36%) foi utilizada para a quitação de dívidas.

O levantamento tem como referência dados da Caixa Econômica Federal (Caixa) que apontam a injeção de R$ 41,8 bilhões na economia por meio da liberação de inativos do FGTS. Os valores foram sacados entre os dias 10 de março e 12 de julho. Os saques foram efetuados a partir de cerca de 25 milhões de contas inativas, superando as expectativas anunciadas durante as projeções iniciais, que previam que apenas 70% dos saques fossem efetivados, o que resultaria na retirada de R$ 43,6 bilhões dessas contas.

Números

De acordo com dados do Banco Central, houve uma redução de 4,5% do uso do cheque especial em abril; e uma queda do uso do cartão de crédito, de 15,7% em março para 5,7% em abril. Ainda segundo o estudo, houve uma “redução do endividamento das famílias” após o início dos saques, passando de 23,4% da renda que estava disponível em fevereiro para 23,2% da disponível em abril. Esses percentuais não consideram endividamentos relacionados ao crédito habitacional. A inadimplência caiu 0,1 ponto percentual de fevereiro para maio, caindo de 6% para 5,9%.

A partir de dados do IBGE, o Planejamento apontou aumento da atividade do comércio e de serviços nos meses de março, abril e maio de 2017. O comércio varejista cresceu 1,7% em abril, na comparação com o mesmo mês do ano anterior; e 2,4% em maio. Já o de serviços “reduziu a queda”, se comparado ao mesmo mês do ano anterior, em -5,7% em abril para -1,9% em maio.

  • Atualizada em 17/07/2017 às 18:34:49