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  • “Rondônia é um estado preparado para crescer e se desenvolver mais”, diz Daniel Pereira
“Rondônia é um estado preparado para crescer e se desenvolver mais”, diz Daniel Pereira
  • Fonte: Da Redação - Mara Paraguassu
  • Publicada em 13/01/2018 às 09:49
Segundo Daniel, a missão é continuar trabalhando no projeto que levou Rondônia a ser um dos poucos estados que estão melhor preparados para o período de bonança que o Brasil venha obter

Considerando um dos vice-governadores mais atuantes de toda história de Rondônia, Daniel Pereira (PSB), 52 anos, está no foco de especulações sobre eventual candidatura a governador diante da expectativa de que venha mesmo assumir o governo caso Confúcio Moura (MDB) dispute o Senado, o que foi anunciado em coletiva do partido do governador nesta sexta-feira (12). Essa possiblidade, no entanto, é por ele refutada.   

“Não é o momento de irresponsabilidade, de pensar em projeto pessoal. É hora de pensar em projeto coletivo, manter essa harmonia existente com uma serie de atores que ajudam o trabalho que estamos fazendo no governo. Destaco o papel do deputado Maurão de Carvalho, presidente da Assembleia Legislativa e dos dois senadores próximos ao governo, Valdir Raupp e Acir Gurgacz, que dão uma contribuição importante”, disse.

Daniel Pereira disse também que a missão é continuar trabalhando no projeto que levou Rondônia a ser um dos poucos estados que estão melhor preparados para o período de bonança que o Brasil venha obter.  “Esperamos poder reconstruir um círculo virtuoso de desenvolvimento, com a possiblidade de mais investimentos”, declarou ao Rondoniense. Veja a entrevista:

O Rondoniense -  O Estado de Rondônia tem se destacado, é um dos poucos que tem conseguido um equilíbrio fiscal, as contas ajustadas. É possível fazer mais investimentos?

Daniel Pereira – Eu acredito que o período de bonança que o Brasil venha obter, essa condição se torna mais favorável. Rondônia é um Estado preparado para crescer e se desenvolver mais. Isso graças ao trabalho rigoroso capitaneado pelo governador Confúcio Moura, que reduziu cargos comissionados, fez reformas na estrutura do Estado. De 2001 a 2011 foi crescente a receita de Rondônia, e a partir daí houve uma queda em razão, principalmente, da crise experimentada pelo governo federal, que impacta todo mundo. Desde então estamos, em verdade, num processo de recuperação econômica. Conseguimos sobreviver no período de vacas magras, e espero que possamos reconstruir um círculo virtuoso de desenvolvimento, com mais investimentos.   

O Rondoniense – O senhor é considerado um vice-governador atuante, com visão global do governo e de suas ações. Rondônia sempre produziu vice-governadores com esse perfil?

Daniel Pereira – Via de regra vice-governador tem duas formas de agir. Ou atrapalha, quem sabe com intenção de tirar o cargo de governador, ou fica acomodado, estanque, muitas vezes por falta de oportunidade dada pelo titular. Essa relação nem sempre é harmoniosa e nem sempre construtiva. Rondônia teve vices participativos, como o Assis Canuto, Miguel de Souza e Aparício Carvalho.  Agradeço muito ao governador Confúcio Moura pela oportunidade, e ele tem me dado liberdade de fazer intervenções em todas as áreas e tenho ações pontuais que estão oferecendo uma contribuição efetiva e positiva. Se eu fosse um vice-governador de um governador que tivesse mal, não apareceria de jeito nenhum. O sucesso que estamos tendo é parte de uma conjuntura política favorável, com os parlamentares federais apoiando, a Assembleia Legislativa.  

O Rondoniense – Há especulações de que o senhor se candidata ao governo, seria o candidato natural, caso complete o mandato de Confúcio Moura. Pensa em se candidatar?

Daniel Pereira -  Minha missão é dar continuidade, caso se confirme as pretensões do governador de sair ao Senado, às ações e projetos do governo. Não é o momento de irresponsabilidade, de pensar em projeto pessoal. É hora de pensar em projeto coletivo, manter essa harmonia entre uma serie de atores que ajudam o trabalho que estamos fazendo no governo. Destaco o papel do deputado Maurão de Carvalho, presidente da Assembleia Legislativa e dos dois senadores próximos ao governo, Valdir Raupp e Acir Gurgacz, que dão uma contribuição importante.

O Rondoniense – Rondônia é destaque na produção de café, pecuária e produção leiteira. A agricultura favorece economicamente todas as regiões do Estado?

Daniel Pereira -  Há muito potencial em Porto Velho, Candeias e Itapuã do Oeste, mas são regiões que tem carência social muito grande. E só vamos reverter isso gerando mais emprego e renda, estimulando a produção agrícola, as empresas. É utopia achar que o orçamento do Estado vai resolver todos os problemas do cidadão. Os meios existem para desenvolver, a terra aí está, existe um porto público que há vinte anos atrás, quando fui deputado estadual, ajudei a implantar em parceria com o grupo Maggi, e hoje é o único alfandegado da região Norte.  Está próximo a estas regiões, reduz custo.  Por ele se transporta a produção de Rondônia, do oeste de Mato Grosso, boa parte do Acre e inclusive da Bolívia, resgatando o famoso Tratado de Petrópolis. Nossa atividade agrícola de vinte anos atrás era apenas de subsistência, o boi era apenas para produzir carne para o churrasco de fim de semana, para consumo interno. Hoje temos 14 milhões de cabeça de gado, somos o quinto produtor de carne do país e o primeiro em produção de leite na região Norte.

O Rondoniense -  O que é possível fazer para mudar a realidade social desses municípios?

Daniel Pereira – Se investirmos em agricultura intensiva, podemos gerar, fazendo uma conta de padeiro, de 40 a 50 mil empregos. É uma mina de ouro que a gente tem.  E a terra é barata.  O governo Confúcio tem feito um esforço de atrair investidores, buscar produtores e parceiros.  De Ariquemes para cima não há perfeição na questão social, porém é mais ajustada. Porto Velho, que recebe tratamento exemplar por parte do governador, precisa ter soluções duradouras para problemas sociais. O Grupo Massutti comprou três mil hectares em Candeias, uma área que não produzia nada, e está hoje tirando milhões de reais, gerando empregos direitos e indiretos. É uma região promissora. E três benefícios saltam aos olhos: o custo da terra na região é quase de graça; se não puder plantar ainda é um bom negócio fazer arrendamento e um terceiro fator é que nessas terras a safra agrícola é antecipada em torno de oito a dez dias em relação a outras regiões do próprio estado de Rondônia. 

  • Atualizada em 16/01/2018 às 15:29:28