Dezenas de garis estão reunidos hoje no Plenário da Câmara Municipal de Porto Velho na manhã desta segunda-feira (08.03) para evitar a aprovação do Projeto que terceiriza a limpeza pública. O projeto ainda está em fase de elaboração pela Procuradoria do Município, mas os garis já estão se antecipando às discussões pedindo aos vereadores que não aprovem o dispositivo.
Segundo a vereadora Ellis Regina (PC do B) Porto Velho possui um quadro de aproximadamente mil garis, mas apenas 380 efetivamente estão trabalhando. De acordo com a vereadora, a grande maioria dos garis não está trabalhando, uns por estarem à disposição de outros órgãos, ou de gabinetes de vereadores e até mesmo porque são fantasmas.
Caso haja a terceirização, os garis vão sofrer mais de 50% nos valores de seus vencimentos. Atualmente, um gari ganha em torno de R$ 1,1 mil, e com a retirada da gratificação, hora extra e insalubridade, o salário do trabalhador da limpeza pública cairia para R$ 487. “A Prefeitura está precarizando os serviço de limpeza para justificar a terceirização”, disse a vereadora.
Ellis disse ainda que o aterro sanitário já foi terceirizado, assim como o sistema de coleta de lixo. “A Prefeitura quer dar a entender que os garis não estão dando conta dos serviços de limpeza, o que não é verdade. Na realidade, o Município não está dando condições de trabalho. Os garis estão botando a mão no bolso até para comprar carrinho de mão”, finalizou.
Após a mobilização no Plenário da Câmara, os garis se reuniram na Sala de Reuniões da Presidência com o presidenter Hermínio Coelho (PT) e vereadores da Casa. Na reunião, ficou decidida que a Câmara enviará um documento à Prefeitura, assinada pela maioria dos vereadores, declarando ser contra a terceirização.