Ainda este ano será concluída a segunda etapa da obra do complexo turístico da estrada de ferro Madeira-Mamoré, que está sendo construído pela Prefeitura de Porto Velho na orla da cidade. O novo espaço é parte integrante do macro projeto idealizado pelo prefeito Roberto Sobrinho, voltado à revitalização do centro histórico da capital. O secretário municipal de Desenvolvimento Social e Turismo de Porto Velho, José Carlos Monteiro Gadelha, lembra que a execução da obra, prevista para ser concluída em dois anos, sempre foi colocado como um desafio pelo prefeito, por se tratar de um resgate histórico.
A obra está sendo executada com recursos do Ministério do Turismo (primeira etapa) dos recursos oriundos das compensações da usina hidrelétrica de Santo Antônio (restante do projeto). Uma das condicionantes para a construção da usina foi a recuperação da estrada de ferro em toda a extensão da orla. O trabalho é coordenado por um Grupo de Trabalho criado pela prefeitura, pelo Instituto do Patrimônio Histórico Nacional (Iphan), pela Gerência Regional do Patrimônio da União (GPU) e pela a Santo Antônio Energia. “Essa é uma obra emblemática para nós porque a cidade nasceu no entorno do rio. Mas, por uma ironia, quando começou a crescer, Porto Velho virou de costas para a ferrovia. Isso fez com que o prefeito Sobrinho, idealizasse esse projeto que vai fazer com que a cidade se volte novamente para o rio, para o seu berço. Aí reside a importância desse complexo que tem um simbolismo muito grande para a população da capital”, considera o secretário.
Ganho
Por se tratar de um resgate histórico, José Gadelha lembra que a restauração do espaço sempre esteve no discurso das administrações anteriores, mas nunca houve vontade política para se colocar em prática qualquer ação. A falta de projetos concretos fez com que o centenário patrimônio, fosse deteriorando-se com o passar dos anos. Esse quadro só foi mudado com a posse do prefeito Roberto Sobrinho, em 2005. “Logo ao assumir o prefeito recomendou a elaboração de um projeto para termos em mão algo concreto para apresentarmos na hora de captação de recursos. E isso foi feito, tanto que fizemos o projeto sair do papel”, explica.
O secretário lembra também que a revitalização da estrada de ferro e da estação do Madeira-Mamoré, depois de concluída, integrará um projeto maior onde está contemplada a construção do Parque das Águas, na Baixa da União e de um porto na localidade do Cai N’água. “É um projeto de valorização de um espaço histórico da cidade. Porto Velho vai completar 100 anos e nunca teve um porto decente. A estrada de ferro também nunca teve um museu. O que existia antes era apenas um galpão com algumas peças. Agora não, o espaço contará com um museu que será construído dentro das normas técnicas exigidas, inclusive, com estudo museológico. Será uma obra moderna que levará em conta toda a questão histórica, cultural e ambiental da cidade. E Porto Velho passará ter um ganho muito grande com esse complexo, por possibilitará também, o fortalecimento do turismo na capital”, adianta José Gadelha.
Obra
Na primeira etapa da obra de revitalização do complexo Madeira-Mamoré, foram recuperados dois galpões da antiga estação. O Armazém I contará com espaço para oficinas de teatro, música, dança, artesanatos e pintura, além de uma praça de alimentação com a instalação de vários quiosques. No Armazém II funcionará um mini centro de convenções que poderá ser utilizado para eventos diversos e mais um teatro de arena do lado externo. A segunda fase do projeto que está em andamento prevê toda a urbanização do espaço, com a construção de um calçadão que vai desde a avenida 07 de Setembro até a João Alfredo, praça de alimentação, playground, pista para corrida, quadra poliesportiva, ciclovia e acesso diferenciado para pedestre e veículos. Numa etapa posterior, será trabalhada a recuperação da locomotiva e da estrada de ferro que voltará a funcionar fazendo o trajeto da estação até a igrejinha de Santo Antônio. “Essa é uma obra que deixará a cidade de Porto Velho mais bela. Será mais um atrativo turístico da capital”, frisa o secretário.